Pós-Projeto

Após o projeto Pedras Sabidas, o MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal ampliou suas ações voltadas para a acessibilidade, estruturando um setor dedicado à inclusão, que tem promovido ações integradas com os demais setores da instituição. Além das visitas guiadas específicas para os grupos de pessoas com deficiência, bem como a tradução em Libras de alguns dos eventos regulares, seguem outras atividades.

O MM Gerdau promoveu uma série de minicursos gratuitos sobre Museologia, sendo que o primeiro abordou o tema Acessibilidade no âmbito Museológico: recursos e estratégias para construção de sentidos, que aconteceu em Abril de 2019. O participantes puderam refletir sobre conceitos, parâmetros e técnicas para promoção da acessibilidade nas instituições museológicas. O curso objetivou, ainda, estabelecer relações entre a implementação da acessibilidade na infraestrutura e nos websites dos espaços culturais, dialogando sobre os contextos nacional e internacional da acessibilidade no âmbito museológico e sobre as ações de acessibilidade para promoção de sentidos.

O minicurso foi ministrado por Míriam Célia Rodrigues Silva, museóloga formada pela UFMG, com Mestrado em Educação e Formação Humana na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). A museóloga é pesquisadora do LavMUSEU e contribuiu com o projeto Pedras Sabidas na aplicação dos questionários de avaliação, entrevistando as pessoas com deficiência que se voluntariaram para participar da pesquisa.

Miriam Célia segura uma amostra de mineral do expositor, enquanto ouve o aúdio de olhos fechados.
A museóloga Míriam Célia testando o expositor piloto.
Foto: Ana Cecília Rocha Veiga.

O museu também estreitou seus laços com a UFMG, ampliando as atividades de integração didática, em especial com os alunos do Curso de Museologia. As turmas têm realizado, dentre outras atividades, visitas técnicas ao MM Gerdau e às Pedras Sabidas, palestras com o museólogo Carlos Augusto Ribeiro Jotta, seguidas de bate-papo com a presença da diretoria e de membros da equipe do museu.

Em 2019, o museu comemorou pela primeira vez o Dia Nacional do Surdo (26/09), com a exibição de três episódios do primeiro desenho animado em LIBRAS, a Língua Brasileira de Sinais. Com direito à pipoca e a presença do diretor e animador Paulo Henrique Rodrigues, “Min e as Mãozinhas” foi apresentado na Praça de Convivência do MM Gerdau, em uma tarde de integração e de bate-papo com o diretor.

Em 2019, o MM Gerdau também organizou a exposição temporária e itinerante Fósseis: do mar à conquista da terra, que envolveu o Setor de Inclusão e toda a equipe do museu, tornando os conteúdos acessíveis aos surdos e pessoas com deficiência visual. Tendo o desenho universal como norte, o mobiliário também foi pensado para pessoas com mobilidade reduzida, crianças e idosos. Educadores intérpretes de Libras realizaram visitas mediadas nesta exposição, na qual os visitantes puderam tocar objetos e réplicas, inclusive um peixe fossilizado original.

Piso podotátil na exposição Fósseis.
Foto: Ana Cecília Rocha Veiga.
Entrada da Exposição Fósseis no MM Gerdau
Foto: Ana Cecília Rocha Veiga.
Maquete tátil e folder com braile.
Foto: Ana Cecília Rocha Veiga.
Mesa com recursos táteis e digitais de acessibilidade.
Foto: Ana Cecília Rocha Veiga.
Fóssil tátil de peixe e legenda em braile.
Foto: Ana Cecília Rocha Veiga.
Vitrine com fósseis diversos.
Foto: Ana Cecília Rocha Veiga.
Visão geral e projeções da exposição Fósseis.
Foto: Ana Cecília Rocha Veiga.
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