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Estampa Liebig da série Clima e Vegetação sobre a Floresta Tropical Amazônica
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Nome da Estampa
Estampa Liebig da série Clima e Vegetação sobre a Floresta Tropical Amazônica
Época
As Estampas Liebig foram publicadas nos Séculos XIX e XX – Décadas de 1870 a 1970
Criador
Estampa Liebig – Distribuída pela Liebig Extract of Meat Company – Europa e Fray Bentos (Uruguai)
Nº de Registro
WEBMUSEU.2025.3
Status da Catalogação
Ficha catalográfica em preenchimento e em processo de conferência dos dados
Sobre esta Estampa
As estampas Liebig são cartões colecionáveis publicados nos séculos XIX e XX. Este exemplar em francês, da série Clima e Vegetação, mostra a floresta Amazônica. Muitas pessoas ao redor do planeta sonham em conhecer a maior floresta tropical do mundo! A ilustração transportava os consumidores europeus por um passeio imaginário nesta “exótica” natureza sulamericana. No verso, lemos uma propaganda do produto, direcionada às “donas de casa”. O texto, em seguida, introduz a fauna e a flora tropicais, com suas orquídeas maravilhosas, borboletas, miríade de insetos e pássaros com plumagens tão brilhantes quanto pétalas de flores. O cartão conclui: “É na floresta tropical que a Natureza nos mostra todo o seu esplendor.”
Avisos Importantes!
Esta estampa foi publicada na primeira metade do século XX. Portanto, encontra-se imbuída de valores e contextos culturais de sua época. A ilustração da floresta Amazônica, bem como o texto explicativo no verso da estampa, representa uma visão romantizada e eurocêntrica do que seria a natureza tropical. Não há qualquer menção aos povos originários da região, que ainda habitam esta floresta. Ainda, ao dirigir-se exclusivamente à “dona de casa” na propaganda do verso, o texto reforça estereótipos de gênero e naturaliza o sexismo na divisão do trabalho. Coloca, ainda, o produto industrial como (supostamente) superior ao preparado artesanalmente, desvalorizando o ofício gastronômico, os saberes culinários tradicionais e o trabalho alimentar manual. Saiba mais na seção Análise Crítica desta página.
Identificação
Título da Estampa
Estampa Liebig francesa A Floresta Tropical da Amazônia - Série Clima e Vegetação
Título Original
Liebig – La forêt tropicale de L'Amazone – Climat et Végétation
Título Associado
Em preenchimento.
Título Atribuído
Em preenchimento.
Idioma
Produção e Classificação
Produtor
Tipo de Produção
Manufatura > Produção em massa
Tiragem
Tiragem desconhecida
Classificação
7 – EQUIPAMENTO DE COMUNICAÇÃO > 7.6 – Material de propaganda > Cartão comercial
Descrições Técnicas
Categoria
Dimensões
Em preenchimento.
Peso
Em preenchimento.
Formato
Cores
Cronologia
Século de Produção
Data da Estampa
1933 (atribuída pelo último colecionador, ainda não confirmada).
Data da Estampa Original
Não identificada.
Datas Associadas
Em preenchimento.
Notas da Cronologia
A estampa foi publicada em mais de um idioma, não tendo sido identificado ainda qual deles foi a primeira publicação, nem sua data exata. O item está em pesquisa pelo projeto.
Geografia
Localização Principal da Estampa
Local de Produção
Mundo > Europa
Local de Comercialização
Mundo > Europa > França
Local de Uso
Mundo > Europa > França
Locais Associados
Em preenchimento.
Pessoas e Entidades
Artista
Conteúdos e Contextos
Artefato de Informação
Assunto
Atividades
Eventos
Em preenchimento.
Inspirações
Em preenchimento.
Função
As estampas culturais consistiam em cartões colecionáveis oferecidos como brinde publicitário. Na frente, apresentavam uma ilustração acompanhada de um título e, em muitos casos, a identificação da série à qual pertenciam. No verso, podiam trazer um breve texto explicativo sobre o tema da imagem, receitas, dicas e propagandas. Trata-se, portanto, de uma estampa publicitária colecionável, com dupla função: promocional e informativa. Por terem sido produzidas antes da revolução digital e da Internet, em um período no qual livros de atualidades eram mais raros e caros, as estampas também exerciam uma função enciclopédica e educativa. Eram utilizadas por professores como material de apoio em ambiente escolar.
Texto do Verso
La forêt tropicale de l'Amazone.
Le climat tropical a comme caractères essentiels : chaleur et humidité, ce qui signifie : soleil et pluie. Un simple coup d'œil sur notre vignette montre cette flore luxuriante, constituée d'arbres, de fougères et de lianes, le tout formant par endroits une végétation tellement serrée que l'explorateur doit avancer pas à pas, à coups de hache. — Les feuilles de toutes ces plantes sont grandes, pour permettre une transpiration intense : c'est pourquoi les plantes du sous-bois se trouvent comme couvertes d'un immense dôme et sont constamment dans l'ombre. — Les merveilleuses orchidées que vous voyez au centre n'ont aucune attache directe avec le sol : elles sont épiphytes, c'est-à-dire qu'elles prennent d'autres plantes, surtout des arbres, comme support. Le moindre creux suffit à leurs racines, car un peu de terre ou de mousse s'y accumule facilement. La pluie fait le reste. (Ne confondez pas les plantes épiphytes avec les parasites. Les parasites demandent support et nourriture, les épiphytes uniquement le support). — Et imaginez-vous maintenant cette forêt, peuplée d'oiseaux au plumage aussi chatoyant que les pétales des fleurs. Ajoutez-y des singes, gambadant de branche en branche et des myriades d'insectes, parmi lesquels de merveilleux papillons. Tout cela sans parler des grands fauves. — C'est dans la forêt tropicale que la Nature nous montre toute sa splendeur.
Texto no Idioma Original
Em preenchimento.
Texto Alternativo
Em preenchimento.
Inventário Participativo
Em preenchimento.
Análises
Análise Geral
Em preenchimento.
Análise Crítica
A ilustração da floresta Amazônica, bem como o texto explicativo do verso da estampa, representam uma visão eurocêntrica, idealizada e romantizada do que seria a natureza tropical. A Amazônia é retratada como misteriosa, exótica e exuberante — um lugar onde o "explorador precisa avançar passo a passo". Assim, a estampa evoca o imaginário colonial e a lógica da dominação territorial. O texto ressalta como a floresta é povoada por aves de plumagens "brilhantes como pétalas" e "borboletas maravilhosas", mas não há qualquer menção aos povos originários da região. Vale lembrar que o Brasil abriga o maior número de povos isolados do mundo: são mais de cem grupos, a maioria vivendo no âmago da floresta Amazônica, que cobre quase metade do vastíssimo território brasileiro.
O texto ainda utiliza uma linguagem potencialmente moralizante ao tratar das relações ecológicas, reforçando como as belas orquídeas — apesar de viverem sobre outras plantas — não são "parasitas", mas apenas "epífitas". Essa distinção, embora válida no campo da botânica, carrega valores históricos que associam o termo “parasita” a juízos morais negativos. No entanto, as chamadas plantas parasitas desempenham papel essencial na dinâmica dos ecossistemas. Elas ganharam esse nome em um outro contexto temporal, científico e social (vide campo Insights da IA nesta ficha).
Por fim, no verso da estampa há uma propaganda que explica para a “dona de casa” como os extratos de carne Liebig seriam (supostamente) “perfeitos” e mais baratos do que os preparados por ela. Ao dirigir-se exclusivamente à “dona de casa” — e não a cozinheiras e cozinheiros, profissionais da alimentação ou pessoas que realizam o trabalho doméstico em geral — o texto reforça estereótipos de gênero e naturaliza o sexismo na divisão do trabalho. Ele é fruto da sociedade patriarcal, típico da época em que esta estampa foi publicada, e que seria totalmente inapropriado nos dias de hoje. Em tom condescendente, a propaganda afirma que, mesmo que a mulher cozinhe com zelo e paciência, o produto industrial ainda assim seria superior. Isso desvaloriza o ofício gastronômico, os saberes culinários tradicionais e o trabalho alimentar artesanal. É uma visão reducionista e sexista — tanto do ato de cozinhar quanto do trabalho doméstico como um todo.
Análise Cultural
Em preenchimento.
Insights da IA
Os principais aspectos problemáticos identificados nesta estampa também foram percebidos pela IA, como a romantização da natureza tropical. No entanto, a ferramenta apontou diversas questões que haviam passado despercebidas em nossa análise crítica e versão inicial do texto, aos quais enumeramos a seguir.
Começamos pelo imperialismo presente na expressão "o explorador que avança passo a passo", evocando a lógica de dominação territorial dos trópicos. Também chamou a atenção a ausência de menção aos povos originários na descrição da floresta, o que nos levou a pesquisar informações sobre os povos indígenas isolados da Amazônia e incorporá-las ao texto.
Outro ponto levantado foi o uso de linguagem potencialmente moralizante ao afirmar que as orquídeas não eram "parasitas", mas apenas "epífitas". Ao discutirmos esta questão com a IA, ela apresentou argumentos consistentes de que tal formulação poderia carregar valores anacrônicos e inadequados. Ainda que concordemos, faz-se necessário consultar especialistas na área para aprofundar a discussão e revisar o conteúdo futuramente.
A IA, por sua vez, não identificou de imediato o sexismo na propaganda do extrato de carne. Contudo, ao provocarmos esse aspecto por meio da pergunta sobre o que ainda haveria de politicamente incorreto na parte publicitária, a ferramenta realizou uma análise coerente com a nossa interpretação. E, ainda, trouxe uma observação que não havíamos formulado: a desvalorização da pessoa responsável pelo preparo dos alimentos, sugerida pela ideia de que o caldo industrializado seria superior ao cozinhado artesanalmente pela "dona de casa". Ou seja, a IA nos levou a problematizar sobre a desqualificação dos saberes culinários tradicionais, associados historicamente ao trabalho doméstico. Neste contexto, a produção de alimento parece reduzida a uma lógica estritamente utilitária e de custo-benefício.
Plataforma de IA: ChatGPT, junho de 2025, com revisões em maio de 2026.
Referências
Catálogo raisonné
Em preenchimento.
Links Diversos
Em preenchimento.
Imagens
Em preenchimento.
Relacionados
Condições de Reprodução
Direitos Autorais
Em preenchimento.
Créditos
Em preenchimento.
Conservação e Tratamento
Originalidade e Proveniência
estampa original com proveniência idônea, porém ainda não comprovada
Conservação
Danos Identificados
Diagnóstico
Em preenchimento.
Acondicionamento
Estampa acondicionada em armário da reserva técnica do Webmuseu, protegida por envelope individual confeccionado sob medida pelo projeto, em papel naturalmente creme claro, 100% algodão, gramatura 130 g/m2 (60 lb). O envelope encontra-se inserido em folder também confeccionado sob medida, em papel naturalmente creme claro, 100% algodão, gramatura de 300 g/m2 (140 lb). O conjunto envelope/folder está acondicionado em caixa de conservação padrão museológico, fabricada em cartão micro-ondulado de qualidade arquivística, livre de ácido e lignina, 100% composta por alpha celulose e reserva alcalina de 2% de carbonato de cálcio, apresentando elevado grau de permanência. A caixa foi produzida por empresa especializada, em conformidade com as normas ANSI/NISO Z.39.48-1992, ISO 9706, DIN 6738 e selo PAT ANSI/ISO 18916.
Recomendações
Em preenchimento.
Histórico de Conservação
Em preenchimento.
Gestão do Acervo
Localização Fixa
Em preenchimento.
Duplicatas
Histórico de Pesquisas e Eventos
Em preenchimento.
Histórico de Registros Iconográficos
Em preenchimento.
Histórico de Catalogação
Em preenchimento.
Última Atualização
maio 19, 2026
Profissionais
Ana Cecília Rocha Veiga – Professora Associada do Curso de Museologia da UFMG. Doutora em Arte e Tecnologia da Imagem pela Escola de Belas Artes da UFMG, linha Conservação Preventiva. Coordenadora do Projeto Webmuseu.


