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Estampa Eucalol da série Curiosidades Mundiais sobre a Pedra de Rosetta exposta no Museu Britânico
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Documento
Anexos
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Sobre
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Nome da Estampa
Estampa Eucalol da série Curiosidades Mundiais sobre a Pedra de Rosetta exposta no Museu Britânico
Época
As Estampas Eucalol foram publicadas no Século XX – Décadas de 1930 a 1960
Nº de Registro
WEBMUSEU.2025.2
Status da Catalogação
Ficha catalográfica preenchida e em processo de revisão por especialistas
Sobre esta Estampa
Este exemplar das estampas Eucalol, da série Curiosidades Mundiais, destaca um dos artefatos arqueológicos mais importantes da antiguidade: a Pedra de Rosetta. Você sabia que esta pedra “Google Tradutor” ajudou a decifrar os mistérios do Egito Antigo? Esta estela egípcia, desenterrada na cidade de Rosetta pelos soldados de Napoleão, contém o mesmo decreto escrito em dois idiomas (egípcio antigo e grego) e três escritas: hieróglifos (a escrita sagrada), demótico (a escrita nativa da época) e grego. Como o grego era uma língua conhecida no século XVIII, ao contrário do egípcio antigo, os estudiosos finalmente conseguiram decifrar os milenares hieróglifos. Agora é a sua vez de ser um arqueólogo virtual: explore os detalhes desta estampa cultural vintage e descubra as curiosidades que ela guarda sobre a misteriosa civilização egípcia!
Avisos Importantes!
As estampas Eucalol, como toda publicação cultural, encontram-se imbuídas de valores e contextos culturais de sua época. Esta estampa em particular retrata a cidade de Rosetta de forma pitoresca e romantizada, em contraste com o contexto de guerra no qual este artefato arqueológico importantíssimo foi redescoberto. Ainda que o Museu Britânico esteja de fato guardando cuidadosamente a Pedra de Rosetta, como descrito no verso da estampa, esta estela egípcia integra as discussões sobre repatriação de bens culturais musealizados. Foge ao escopo deste projeto nos posicionarmos quanto à situação política atual do Egito – em termos de gestão museal, estabilidade e democracia – condições necessárias para se garantir a proteção deste artefato único para a humanidade. Saiba mais na seção Análise Crítica desta página.
Identificação
Título da Estampa
Estampa Eucalol A Pedra de Rosetta – Série Curiosidades Mundiais
Título Associado
Cidade de Rosetta (City of Rosetta) – Gravura de Thomas Milton (1801-1803)
Título Atribuído
Em preenchimento.
Série da Estampa
Notas da Identificação
O título Cidade de Rosetta (City of Rosetta) refere-se à gravura de Thomas Milton, que inspirou a ilustração da estampa. Este título se encontra impresso na gravura original, conforme observado na reprodução acrescentada nos anexos desta estampa e disponibilizada na coleção on-line do Museu Britânico: https://www.britishmuseum.org/collection/object/P_1948-1125-6
Produção e Classificação
Produtor
Tipo de Produção
Manufatura > Produção em massa
Tiragem
Tiragem desconhecida
Classificação
7 – EQUIPAMENTO DE COMUNICAÇÃO > 7.6 – Material de propaganda > Cartão comercial
Descrições Técnicas
Categoria
Dimensões
9 x 6 centímetros
Peso
1 grama
Formato
Cores
Cronologia
Século de Produção
Data da Estampa
De 1941 a 1946 (Conforme classificação do catálogo raisonné de Gorberg, 2000).
Datas Associadas
210-180 a.C. – Faraó Ptolomeu V Epifânio: Nasceu por volta de 210 a.C e morreu em 180 a.C. Portanto, com cerca de 30 anos. A Pedra de Rosetta contém um decreto sacerdotal que versava sobre o culto real deste faraó, na ocasião com treze anos de idade. Marca o primeiro aniversário de coroação do jovem rei do antigo Egito.
27/03/196 a. C. – Data em que as inscrições na Pedra de Rosetta foram esculpidas, há mais de 2.200 anos. Marca o primeiro aniversário da coroação deste jovem faraó.
204 - 181 a.C. – Reinado do Faraó Ptolomeu V Epifânio.
15/07/1799 – Redescoberta da Pedra de Rosetta: Na guerra entre a França e o Império Otomano, soldados franceses cavavam as fundações para construção de um forte na cidade de Rashid (ou Rosetta) no Egito. Ao fazê-lo encontraram a pedra e logo a reconheceram como uma importante relíquia. Apesar da data exata ainda não ser totalmente consenso, acredita-se que o encontro acidental desta estela aconteceu em 15 de julho de 1799.
1801 – Tratado de Alexandria: Rendição da França na guerra contra o Império Otomano, resultando na entrega dos tesouros egípcios para os britânicos.
1801-1803 – Data de produção da gravura da Cidade de Rosetta por Thomas Milton. A gravura inspirou a ilustração da estampa e se encontra no Museu Britânico.
1802 – Doação ao Museu Britânico: George III, rei da Grã-Bretanha e Irlanda, doou a Pedra de Rosetta ao Museu Britânico.
Notas da Cronologia
A Pedra de Rosetta pertence à Era Ptolomaica ou Dinastia Ptolomaica.
Geografia
Localização Principal da Estampa
Mundo > América do Sul > Brasil > Sudeste (região) > Rio de Janeiro (estado) > Rio de Janeiro (cidade)
Local de Produção
Mundo > América do Sul > Brasil > Rio de Janeiro (estado) > Rio de Janeiro (cidade) > Tijuca (bairro) > Rua Ribeiro Guimarães (logradouro)
Local de Comercialização
Mundo > América do Sul > Brasil
Local de Uso
Mundo > América do Sul > Brasil
Locais Associados
Mundo > África > Egito > Beheira (província) > Rashid (Rosetta, segundo os franceses da época)
Notas da Geografia
A Pedra de Rosetta ganhou este nome, porque provavelmente foi na cidade de Rashid, denominada então pelos franceses de Rosetta ("pequena rosa"), em que ela foi redescoberta pelos soldados de Napoleão.
Pessoas e Entidades
Artista
Artistas Associados
Pessoas Associadas
Jean-François Champollion (1790–1832) | Napoleão Bonaparte | Pierre-François Bouchard (1771–1822) | Ptolomeu V Epifânio (210 – 180 a.C) | Rei George III (1738 – 1820) | Thomas Young (1773–1829)
Grupos Associados
Organizações Associadas
Notas das Pessoas e Entidades
Todos os esforços estão sendo empreendidos neste projeto para determinar as pessoas, empresas e instituições envolvidas na produção das estampas reproduzidas neste repositório digital. Entretanto, nem sempre nosso empenho é bem-sucedido, pois muitas destas informações são difíceis de encontrar. Teremos satisfação em creditar os profissionais e artistas que produziram estes cartões colecionáveis. Portanto, caso seja um deles, seus descendentes ou pesquisadores do assunto, gentileza entrar em contato conosco.
Conteúdos e Contextos
Artefato de Informação
Assunto
arqueologia | egiptologia | hieróglifos egípcios | linguística | museu | publicidade
Conceitos
Eventos
Campanha Egípcia (1798-1801): As tropas francesas do General Napoleão Bonaparte empreenderam uma campanha no Egito contra o Império Otomano, entre 1798 e 1801. Sua intenção era dominar o Mediterrâneo Oriental e ameaçar o domínio britânico na Índia. Em julho de 1799, quando os soldados franceses escavavam um forte em Rosetta, preparando-se para a Batalha de Abuqir, a famosa estela foi encontrada. Os britânicos, preocupados com a possibilidade do Egito se tornar uma colônia francesa, decidiram enviar uma frota e, posteriormente, tropas para a guerra. As forças Anglo-Otomanas derrotaram Napoleão e os tesouros egípcios passaram para as mãos dos britânicos, nos termos do Tratado de Alexandria (1801). Saiba mais sobre esta campanha no verbete do Museu Nacional do Exército (UK): https://www.nam.ac.uk/explore/egyptian-campaign
Inspirações
A ilustração da cidade de Rosetta, presente nesta estampa, é uma reprodução simplificada da gravura City of Rosetta de Thomas Milton, que por sua vez se inspirou em uma pintura de Luigi Mayer. Esta gravura pode ser encontrada nos anexos desta ficha e integra o acervo do Museu Britânico.
Luigi Mayer (c.1750/55-1803), artista italiano com descendência alemã, registrou em aquarelas e desenhos o Império Otomano, patrocinado pelo embaixador inglês Sir Robert Ainslie. Thomas Milton (1743-1827), gravador britânico, publicou uma série de gravuras derivadas, denominada Vistas do Egito, Palestina e outras partes do Império Otomano. Para saber mais sobre estes artistas e suas obras de arte, consulte o campo Artistas Associados.
No contexto histórico das estampas culturais, práticas de apropriação, releitura ou reprodução eram usuais e não necessariamente compreendidas nos mesmos termos legais e éticos da contemporaneidade, nas quais se enquadrariam como plágio. A valorização social da originalidade e os conceitos atuais de autoria precisam ser contextualizados para a época.
Função
As estampas culturais consistiam em cartões colecionáveis oferecidos como brinde publicitário. Na frente, apresentavam uma ilustração acompanhada de um título e, em muitos casos, a identificação da série à qual pertenciam. No verso, podiam trazer um breve texto explicativo sobre o tema da imagem, receitas, dicas e propagandas. Trata-se, portanto, de uma estampa publicitária colecionável, com dupla função: promocional e informativa. Por terem sido produzidas antes da revolução digital e da Internet, em um período no qual livros de atualidades eram mais raros e caros, as estampas também exerciam uma função enciclopédica e educativa. Eram utilizadas por professores como material de apoio em ambiente escolar.
Texto do Verso
Esta pedra está cuidadosamente guardada no Museu de Londres e encerra inestimável valor para os cientistas. Nela está escrita em três línguas uma mensagem religiosa. Conhecidas duas escrituras soube-se logo a terceira, a qual, sem a pedra jamais poderia ser decifrada.
Texto Alternativo
Reprodução de um cartão envelhecido, onde se lê em destaque: “Curiosidades Mundiais, A Pedra de Rosetta, Estampas do Sabonete Eucalol”. Em primeiro plano à esquerda, a ilustração apresenta um quadro com a Pedra de Rosetta em seu pedestal redondo, como era exposta no Museu Britânico. Outro quadro, à direita, mostra um mapa com a localização da cidade de Rosetta, no Egito. Em segundo plano, há uma paisagem bucólica do rio Nilo com barcos a vela, botes e pescadores. Ao fundo, na linha do horizonte, está a cidade de Rosetta, com edificações no estilo otomano, entremeadas por minaretes das suas mesquitas.
Inventário Participativo
“Na minha infância e juventude, viajava até o Egito na imaginação, livros de arte, álbuns de fotografia dos meus avós, documentários e estampas Eucalol. Envolta no fascínio de Indiana Jones, interessei-me por arqueologia e pesquisei a fantástica história de Champollion e da Pedra de Rosetta. Aos vinte e poucos anos, pela primeira vez no British Museum, fui caminhando pelas galerias afora rumo à estela e a ansiedade tomou conta. Quando finalmente cheguei na Pedra de Rosetta, invadida por grande emoção, chorei copiosamente. Finalmente, a pedra que habitava as ilustrações e as fantasias, agora materializava-se na minha frente no museu. Passado algum tempo de fruição, já mais ‘recomposta’, reparo que nenhum dos visitantes parecia tão interessado assim em fruí-la. Com certeza tinha algo de errado: trata-se de uma ‘Mona lisa’ da egiptologia. Examinando ao redor mais atentamente, só então notei um aviso que dizia ser aquela uma cópia: a original se encontrava no próprio museu, em uma exposição comemorativa sobre a pedra. Era só o que me faltava: eu chorei por uma réplica! Um prato cheio para discussões sobre autenticidade e fetiche nos museus.” Ana Cecília Rocha Veiga, professora, herdou a coleção de estampas Eucalol da avó.
Análises
Análise Geral
Em 1799, a França estava em guerra contra o Império Otomano. Na cidade de Rosetta (atual Rashid, no Egito), soldados de Napoleão decidiram construir um forte. Durante as escavações, acabaram desenterrando um artefato que viria a ser fundamental na história: a Pedra de Rosetta.
Esse fragmento de estela contém um decreto sacerdotal emitido em 196 a.C., redigido em dois idiomas e três sistemas escritas. Na época, o Egito era governado pela Dinastia Ptolomaica, sucessora do Império de Alexandre, o Grande. Os governantes eram macedônios e falavam o grego, a língua administrativa do reino. Já a população nativa utilizava o egípcio antigo, registrado em duas formas de escrita: hieróglifos (escrita sagrada para os sacerdotes ou “palavras dos deuses”) e demótico (escrita nativa ou “palavras dos documentos”). Os hieróglifos são um sistema de escrita que usava figuras como símbolos. O demótico era uma escrita cursiva derivada dos hieróglifos, empregada no cotidiano.
Assim, no topo da pedra se encontra o decreto em hieróglifos egípcios, seguido pelo demótico e, por fim, pelo grego. Na época da descoberta do artefato, os estudiosos não sabiam como ler a língua egípcia antiga, mas ainda conheciam o grego antigo. A pedra foi levada para o Cairo, para ser estudada no Instituto Egípcio, fundado por Napoleão. As inscrições foram decalcadas e cópias deste decalque, enviadas para a França.
Ao descobrirem o conteúdo do texto, abriu-se finalmente um possível caminho para a decifração dos hieróglifos. O feito deve-se ao trabalho de linguistas como Thomas Young e, sobretudo, Jean-François Champollion. A publicação das descobertas de Champollion, em 1822, é considerada por muitos o marco inaugural da egiptologia.
O texto do decreto homenageia o faraó e rei, Ptolomeu V, exaltando seus feitos e determinando uma série de honrarias que deveriam ser realizadas em sua homenagem. Ao final, estabelece-se que o decreto fosse amplamente divulgado em todos os templos, nas três formas de escrita. Foram encontradas até o momento três cópias quase idênticas ao texto da Pedra de Rosetta, o que permitiu a recomposição de suas partes perdidas. A partir dessas outras cópias, também foi possível supor como seria a estela original íntegra (ilustração disponível na galeria de imagens da estampa).
Em 1801, as forças anglo-otomanas derrotaram Napoleão no Egito. Pelos termos do Tratado de Alexandria, os tesouros egípcios amealhados pelos franceses passaram para as mãos dos britânicos. No ano seguinte, o rei George III doou a Pedra de Rosetta ao Museu Britânico, onde permanece até os dias de hoje. Esta estampa Eucalol, portanto, celebra uma verdadeira pedra de toque da egiptologia, sem a qual a antiga escrita egípcia provavelmente ainda seria um mistério para nós.
Análise Crítica
Todo bem cultural se encontra imbuído dos valores de sua época e com esta estampa não foi diferente. A Pedra de Rosetta foi redescoberta por soldados de Napoleão na cidade de Rashid (denominação atual), então nomeada pelos franceses de Rosetta, quando estes construíam um forte de guerra.
Representar a cidade de Rosetta em uma cena pacífica, pitoresca e romantizada, portanto, não reflete corretamente o contexto bélico no qual este artefato foi trazido à luz, depois de tanto tempo escondido da humanidade. A gravura de Thomas Milton, que inspirou a ilustração desta estampa, foi produzida entre 1801 e 1803, portanto, no período do fim da guerra. Também apresenta uma visão idílica e “exótica” do povo egípcio.
O texto do verso aponta que a pedra, de valor inestimável, encontra-se cuidadosamente guardada no Museu de Londres, no caso, o Museu Britânico. Ainda que o museu esteja de fato guardando diligentemente este e outros tesouros inigualáveis, a Pedra de Rosetta integra as discussões sobre repatriação de bens culturais musealizados.
Compreendemos que o processo de repatriação é civilizatório e inevitável, se considerarmos valores filosóficos e éticos que cultivamos na contemporaneidade. Contudo, esta repatriação deve ser feita com responsabilidade e no momento certo, quando o país de origem do bem cultural possui democracia estável e políticas culturais consolidadas. E, ainda, quando a instituição que receberá o bem repatriado conta com processos de gestão museal eficientes, bem como infraestrutura de segurança física e conservação preventiva similares ao museu de origem.
O patrimônio cultural de qualquer lugar, no nosso entendimento, não pertence à um povo ou país, mas à humanidade. Portanto, acreditamos que a preservação está, sim, acima da justiça histórica e dos benefícios de retorno do bem. Garantir a sobrevivência dos nossos artefatos históricos para as gerações futuras é a prioridade, no nosso entendimento. Foge ao escopo desta documentação opinar se o Egito se encontra em situação de receber a Pedra de Rosetta de volta neste momento. Mas não podemos deixar de pontuar que o país quer reaver seus bens culturais pilhados no passado, “legalmente” ou não. E esta reivindicação é absolutamente legítima.
Análise Cultural
A ilustração da cidade de Rosetta presente nesta estampa cultural foi inspirada na pintura de viagem do artista italiano Luigi Mayer, gravada por Thomas Milton, entre 1801 e 1803. A romantização do Império Otomano nesta paisagem bucólica e idílica e replicada, portanto, na estampa. Reflete, deste modo, tanto o espírito da época das estampas Eucalol, quanto da obra de arte original, produzida no século XVIII.
Em termos estéticos e artísticos, a paisagem da cidade de Rosetta é bastante estilizada e simplificada na estampa, provavelmente devido às limitações das técnicas de produção pouco sofisticadas dos cartões colecionáveis efêmeros, quando comparadas com águas-fortes, aquarelas, gravuras e outras obras de arte permanentes. Na gravura original, ainda, é possível observar uma série de detalhes que na estampa passam despercebidos ou foram subtraídos, tais como trajes locais e arquitetura vernacular.
Também é apresentada de forma bastante simplificada a Pedra de Rosetta, sendo impossível distinguir os textos nela escritos ou outros detalhes fiéis ao artefato original. Cabe pontuar que os hieróglifos egípcios, para além de uma forma de escrita, podem ser alçados ao patamar de arte.
É interessante notar, ainda, que a Pedra de Rosetta é representada em pedestal circular, como foi exposta pela primeira vez no Museu Britânico. A réplica atual desta pedra no museu, que pode ser inclusive tocada pelos visitantes, mantém o mesmo modelo antigo de pedestal. Já a pedra original se encontra em uma vitrine de vidro fechada e fortemente protegida. Confira as imagens de ambas – pedra original e réplica – nos Anexos.
Insights da IA
O ChatGPT sugeriu chamar a Pedra de Rosetta de "Google Tradutor". Pesquisando nos mecanismos de busca para verificar se o ChatGPT plagiou esta sugestão, não foi localizada a expressão associada à Pedra de Rosetta. Entretanto, identificamos uma ferramenta do Google que utiliza a Inteligência Artificial para traduzir e escrever em hieróglifos egípcios, denominada Fabricius. Se ninguém fez esta associação antes, entre a Pedra de Rosetta e o Google, talvez esta seja a fonte de "inspiração" para a IA. Adotamos a referência humorada no campo Sobre esta estampa.
Referências
Catálogo raisonné
GORBERG, Samuel. Estampas Eucalol. Rio de Janeiro: S. Gorberg, 2000. Pg 210
Livros
ESPANÕL, Francesca. Saber ver a arte egípcia. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
DOBLHOFER, Ernst. A maravilhosa história das línguas: Decifração dos símbolos e das línguas extintas. São Paulo: Ibrasa, 1962.
FISCHER, Steven Roger. História da Escrita. São Paulo: Unesp, 2009.
MOZZATI, Lucas. British Museum Londres. Rio de Janeiro: Folha de São Paulo, Mediafashion, 2009.
RIZZO, Wagner Antônio. Fina Estampa: As estampas Eucalol e a memória publicitária brasileira. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2014.
Enciclopédias
George III na Enciclopédia Britannica. https://www-britannica-com.translate.goog/biography/George-III
Ptolomeu V Epifânio na Enciclopédia Britannica. https://www.britannica.com/biography/Ptolemy-V-Epiphanes
Vídeos
Vídeo The Rosetta Stone - Curator's Corner - The British Museum
https://youtu.be/klJBwnBHET8?si=UIb5OhG3D2tYwaEM
Links Diversos
Pedra de Rosetta no Museu Britânico
https://www.britishmuseum.org/collection/egypt/explore-rosetta-stone
Hieróglifos Egípcios no Museu Britânico
https://www.britishmuseum.org/exhibitions/hieroglyphs-unlocking-ancient-egypt/egyptian-hieroglyphs-decipherment-timeline
Campanha Egípcia no Museu do Exército Nacional
https://www-nam-ac-uk.translate.goog/explore/egyptian-campaign
Pedra de Roseta: como um encontro por acaso levou à decodificação dos hieróglifos egípcios na reportagem da BBC Brasil
https://www.bbc.com/portuguese/geral-64102619
Luigi Mayer no artigo do site Cornucópia. https://www.cornucopia.net/magazine/articles/the-empire-unvarnished/
Conteúdo do Texto da Pedra de Rosetta
https://www.sacred-texts.com/egy/trs/trs07.htm
Fabricius da Google: Decifrando hieróglifos egípcios com aprendizado de máquina
https://artsandculture.google.com/experiment/fabricius/gwHX41Sm0N7-Dw
Imagens
Fotografias da Pedra de Rosetta no Museu Britânico
https://www.britishmuseum.org/collection/object/Y_EA24
Gravura City of Rosetta no Museu Britânico
https://www.britishmuseum.org/collection/object/P_1948-1125-6
Fotografias da Pedra de Rosetta na Wikimedia
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rosetta_Stone.JPG
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:RosettaStoneAsPartOfOriginalStele.jpg
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rosetta_Stone_BW.jpeg
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Copy_of_Rosetta_Stone.jpg#file
Citações
VEIGA, Ana Cecília Rocha. Viajando pela natureza através das estampas culturais: Eucalol e Liebig. Disponível em: https://anacecilia.digital/viajando-pela-natureza-atraves-das-estampas-culturais-eucalol-e-liebig/ Acesso em: 18 mar. de 2026.
Citação: Reprodução da estampa e análise crítica e descolonial sobre a romantização da natureza tropical.
Condições de Reprodução
Direitos Autorais
Estampa Eucalol: Conforme indicado no verso de algumas emissões das estampas Eucalol, o copyright pertente à Perfumaria Myrta. Contudo, a empresa responsável pela produção destes cartões encerrou suas atividades na década de 1980. As estampas Eucalol foram produzidas aproximadamente entre as décadas de 1930 e 1960. Com raras exceções, até o momento, não foi possível identificar os artistas e autores envolvidos em sua criação, o que impede a determinação segura de sua situação jurídica quanto ao domínio público. Desta forma, os direitos autorais das Estampas Eucalol são considerados indeterminados. Recomenda-se cautela no uso das imagens das estampas Eucalol para fins lucrativos ou fora do contexto acadêmico, didático e institucional.
Gravura The City of Rosetta e imagens da Pedra de Roseta no Museu Britânico:: © The Trustees of the British Museum. Shared under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International (CC BY-NC-SA 4.0) licence. (O copyright pertence ao Museu Britânico. As imagens são compartilhadas sob a licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional CC BY-NC-SA 4.0).
Fotografias da estampa e conteúdo da ficha catalográfica: Copyright de Ana Cecília Rocha Veiga. Usos acadêmicos ou educativos sem fins lucrativos estão automaticamente autorizados de forma gratuita. Para outros usos, gentileza entrar em contato com o projeto para solicitar autorização.
Créditos
Para citar esta ficha e sua estampa, utilize a referência a seguir:
VEIGA, Ana Cecília Rocha. Estampa Eucalol da série Curiosidades Mundiais sobre a Pedra de Rosetta exposta no Museu Britânico. Disponível em: https://webmuseu.org/projeto/estampas/eucalol-curiosidades-mundiais-pedra-de-rosetta/ Acesso em: 18 mar. de 2026. (Observação: atualizar para a data do seu acesso ao conceder crédito ou citar)
Conservação e Tratamento
Originalidade e Proveniência
Conservação
Danos Identificados
acidificação | amarelecimento | descoloração | desgaste | dobra | encurvamento | enfraquecimento | esmaecimento | foxing | vincos
Inscrições
Sem inscrições.
Diagnóstico
Considerando as condições esperadas para uma peça efêmera em papel cartão do seu período de produção, a estampa apresenta estabilidade estrutural e integralidade do suporte, sem evidências de intervenções ou restauros anteriores. A camada pictórica do anteverso encontra-se esmaecida e com amarelamento acentuado. Foram identificadas uma mancha de foxing e marcas de dobra na borda inferior direita. O verso apresenta-se íntegro, sem alterações relevantes além do amarelamento natural do suporte.
Acondicionamento
Estampa acondicionada em armário da reserva técnica do Webmuseu, protegida por envelope individual confeccionado sob medida pelo projeto, em papel naturalmente creme claro, 100% algodão, gramatura 130 g/m2 (60 lb). O envelope encontra-se inserido em folder também confeccionado sob medida, em papel naturalmente creme claro, 100% algodão, gramatura de 300 g/m2 (140 lb). O conjunto envelope/folder está acondicionado em caixa de conservação padrão museológico, fabricada em cartão micro-ondulado de qualidade arquivística, livre de ácido e lignina, 100% composta por alpha celulose e reserva alcalina de 2% de carbonato de cálcio, apresentando elevado grau de permanência. A caixa foi produzida por empresa especializada, em conformidade com as normas ANSI/NISO Z.39.48-1992, ISO 9706, DIN 6738 e selo PAT ANSI/ISO 18916.
Recomendações
Em termos de armazenamento, recomenda-se a substituição do armário atualmente utilizado na reserva técnica do Projeto Webmuseu, confeccionado em MDF laminado branco, por mobiliário produzido em material incombustível e quimicamente estável, como aço inox revestido com pó fundido de resina epóxi. Para exposições temporárias, recomenda-se seguir as orientações descritas no Manual de Catalogação, especialmente no capítulo 4, dedicado à conservação preventiva de estampas culturais.
Histórico de Conservação
18/05/2026 – Higienização, diagnóstico e acondicionamento: Higienização mecânica da estampa realizada com pincel hake de cerdas naturais e macias. Diagnóstico do estado de conservação e preenchimento da ficha catalográfica no repositório digital do projeto. Acondicionamento da estampa em envelope individual e folder/jaqueta de preservação, armazenados em caixa padrão museológico na reserva técnica. Ana Cecília Rocha Veiga – Professora Associada do Curso de Museologia da UFMG. Doutora em Arte e Tecnologia da Imagem pela Escola de Belas Artes da UFMG, linha Conservação Preventiva. Coordenadora do Projeto Webmuseu.
Notas da Conservação
Originalidade: A estampa foi incorporada à coleção por meio de legado familiar. A primeira colecionadora adquiriu os cartões Eucalol diretamente dos brindes inseridos nas embalagens dos sabonetes da Perfumaria Myrta, na cidade do Rio de Janeiro. Trata-se, portanto, de estampa original com proveniência comprovada.
Gestão do Acervo
Identificador Web
Localização Fixa
Espaço de Guarda do Webmuseu > Armário 1 > Estante 1.2 > Caixa 1.2.1 > Mapa L > Folder 32
Duplicatas
ID das Duplicatas
Histórico de Pesquisas e Eventos
2026 - A ficha catalográfica desta estampa serviu de Teste Piloto para o projeto de extensão Projeto Webmuseu e projeto de pesquisa Gestão de Museus e Acervos na Web: Tecnologias da Informação e Comunicação. Ambos os projetos são coordenados pela Professora Ana Cecília Rocha Veiga e desenvolvidos no âmbito do Curso de Museologia da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil (ECI/UFMG).
Histórico de Registros Iconográficos
Em preenchimento.
Histórico de Catalogação
18/05/2026 – Inserção de dados completos em quase todos os campos da ficha catalográfica, a partir de pesquisa realizada em maio de 2026. Esta estampa é Teste Piloto para o Projeto Webmuseu, sendo a primeira a ter sua ficha preenchida de forma completa. Até esta ocasião, o item foi atualizado 1658 vezes, segundo relatório estatístico do repositório no Tainacan.
25/06/2025 – Criação do item no repositório digital do Tainacan e preenchimento das informações de inventário da ficha catalográfica.
Última Atualização
maio 18, 2026
Profissionais
Ana Cecília Rocha Veiga
Professora Associada do Curso de Museologia da UFMG. Doutora em Arte e Tecnologia da Imagem pela Escola de Belas Artes da UFMG, linha Conservação Preventiva. Coordenadora do Projeto Webmuseu.
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2375895048109427
Website: https://anacecilia.digital/


